PETAR: Destino perfeito para finais de semana e feriados!

Ei viajante… aquele feriadão chegando, ou aquele final de semana sem programação… que tal conhecer um dos lugares mais incríveis do mundo, situado a não mais que 6 horas de São Paulo?

O PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), além de um parque com nome bacana, é um dos locais com a maior concentração de cavernas do planeta, situado em uma das maiores áreas preservadas da Mata Atlântica. Simplesmente uma preciosidade no sul do Estado de São Paulo.

O parque é dividido em 4 núcleos: Santana, Ouro Grosso, Caboclos e Casa de Pedra, sendo que um passeio típico por lá inclui atrações nos dois primeiros. Os núcleos Caboclos e Casa de Pedra são mais distantes, e as trilhas são bem mais longas. Ouvi dizer que tem cavernas lindíssimas por lá e muito menos disputadas pelos turistas! Certamente será tema de um próximo post, quando voltarmos para lá.

A principal atividade é o espeleoturismo (visitação a cavernas), e por isso é obrigatória a contratação de um monitor. Como fomos em um feriado, agendamos tudo antecipadamente com a Parque Aventuras. É sempre bom dar uma ligadinha para eles com antecedência para verificar o fluxo, pois muitas escolas fazem excursões para lá, e não seria legal trombar com um grupo grande de crianças durante os seus passeios, né? Se você for num final de semana, acredito que o movimento seja consideravelmente menor!

Recomendo fechar um grupo de até 8 pessoas para racharem o valor. Caso você vá em grupos menores, ou mesmo sozinho, é bem provável que eles consigam te encaixar em algum outro grupo (se for do seu interesse, é claro). No nosso caso, fomos em um grupo de 5, e foi perfeito!!! Lembre-se de que a velocidade de caminhada na trilha e a permanência em cada caverna e cachoeira são estabelecidas pelo grupo, e não pelo guia. Então se você é como eu, que adora ficar um tempão tirando fotos, talvez compense pegar um grupo menor ou mesmo um monitor só para você.

Saímos de São Paulo numa quinta-feira às 4h da manhã e chegamos às 9h30. Fomos pela Rodovia Régis Bittencourt até Jacupiranga, e depois pegamos umas estradinhas sentido Apiaí. Pode jogar no Google Maps ou no Waze que não tem erro. A Régis, conhecida pela fama de “Estrada da Morte”, tem muitos caminhões a velocidades altas, trechos de pista única e curvas sinuosas. Mas não é nada absurdo, basta dirigir com atenção redobrada. Já a estrada que vai para Apiaí é mais perigosa, com muitos buracos e trechos de terra. Então a dica é fazer o percurso pela manhã e não a noite, se puder. Senão, vá devagar e muito atento. Lembre-se que se você for tentar encaixe em algum grupo na Parque Aventuras, eles pedem que todos estejam lá às 8h pela manhã.

Chegando em Iporanga, fomos direto ao Camping do Benjamin, onde ficamos todos esses dias. Se você nunca acampou na vida, faça isso agora! Numa viagem como essa, para ficar no meio da Natureza, não combina ficar numa pousada com ar condicionado e TV à cabo, vai! Acampe! A vibe é totalmente diferente, e você não vai se arrepender. Nada como dormir sob um céu estrelado e acordar com o canto dos pássaros do lado da sua barraca. Para quem já acampou, provavelmente sabe do que eu estou falando…

O Camping do Benjamim é um lugar muito agradável, com um grande gramado para montarmos as barracas. Eles oferecem eletricidade (com tomadas próximas às barracas), chuveiro quente, estacionamento para carros e muita simpatia. O café da manhã é pago a parte, mas vale a pena! Aquele patê preparado pela esposa do Sr. Benjamim me dá água na boca até hoje! hehehe… e tudo a um valor muito, muito acessível! Ah, e se você não tem barracas ou colchão, eles alugam a parte também, é só cotar. Se precisar usar a geladeira ou algum utensílio doméstico, é só falar com eles. Lugar simples, com muita gente boa!

E o melhor é que a Parque Aventuras fica logo ali do lado, a menos de 3 minutos a pé!

Como chegamos depois do horário da saída dos grupos, eles reformularam o nosso roteiro para pegarmos as atrações mais vazias, e deu certo! No primeiro dia, fizemos as coisas que todos fazem no último, e por conta disso, quase não trombamos com turistas! Vantagens de ter um grupo fechado e um guia próprio! 🙂

Com o nosso guia Udison, começamos visitando o Núcleo Ouro Grosso (onde fica o Camping). As trilhas são curtas e começam da própria agência, e as cavernas são predominantemente molhadas. Isso quer dizer que você sai de lá ensopado! O que não é nada mal para uma posterior caminhada debaixo do sol. Já de cara fomos na Caverna Ouro Grosso, famosa por ter uma pequena cachoeira dentro dela!!! A água gelada assustou um pouco, mas não viajamos 300 km para não entrar nela, não é mesmo? Não pensamos duas vezes, e tchibum!!! (ok, pensamos umas 3 vezes na verdade… hehe)

Depois fomos para a Cachoeira do Alambari de Baixo. Essa não tem cachoeira, mas em compensação tem trechos em que a água nem da pé!!! Mas não se preocupe, tem uma corda para ajudar a travessia, não precisa nadar. Bom, por motivos óbvios, não consegui tirar fotos deste momento. Aliás, se você se interessa por fotografia, ao final do post farei as minhas considerações sobre isso.

Para fechar o dia, “relaxamos” fazendo o famoso Bóia-Cross no Rio Bethary. É engraçado fazer isso em grupo para ver os seus colegas virando a bóia e caindo na água! Esse final de tarde rendeu boas risadas e uma pausa para descansarmos um pouco em uma parte mais calma do rio, e discutir o roteiro do próximo dia.

A escolha para o jantar foi o restaurante Mangarito, que fica ao lado do Camping, e que depois ficamos sabendo que é da filha do Sr. Benjamim. Lugar muito agradável e ótimos preços!!! Ficamos lá comendo pizza e tomando suco de Jussara enquanto a banda começava o aquecimento. A gente tava com tanta fome que chegamos antes mesmo de eles abrirem! hahaha

No dia seguinte fizemos a trilha do Bethary, no Núcleo Santana. Foi uma boa opção deixar esse passeio para o segundo dia, porque é o que mais cansa! A trilha é relativamente longa (7km ida e volta), com várias travessias de rio, 2 cavernas e 2 cachoeiras! Começamos pela Caverna da Água Suja que, discutindo depois com o grupo, votei como a minha preferida. Na verdade é bem difícil escolher uma Caverna preferida em meio a tantas diversidades, e acaba sendo uma discussão apenas para brincar mesmo. Cada caverna possui uma característica única que a torna especial. Mas eu particularmente gostei mais das que imerge na água, que se molha todo, pois o contato com a Natureza acaba sendo além do visual.

Assim é a Caverna Água Suja, que de suja não tem nada. Quase todo o percurso é na água (na altura da canela), e no final somos presenteados por uma pequena queda d’água que compõe o cenário de forma mágica!

Depois passamos pela Caverna Cafezal, mais simples que as outras, mas uma das poucas que conhecemos em sua totalidade. O nosso monitor Udison fazia questão de nos desafiar, fazendo a gente passar pelos caminhos mais difíceis, e de quebra foi um excelente fotógrafo registrando esses momentos com a minha câmera! hahaha

E de lá foi uma boa caminhada até chegarmos na Cachoeira Andorinhas, uma queda de 25m, mas que é tão forte que não conseguimos nadar embaixo dela. Foi o primeiro lugar onde vimos uma concentração maior de turistas, mas foi tudo tão perfeito que no momento em que chegamos, todos estavam saindo. E a natureza reservou essa cachoeira só para nós! Nem a água gelada impediu a gente de dar bons mergulhos nela, e depois sentar num canto para comer o nosso lanche. E de novo, o Udison foi o nosso fotógrafo! Valeu, Udison!! hehehe

Da Cachoeira Andorinhas existe uma pequena trilha para a Cachoeira Beija-Flor, um pouco mais acima. E de novo, chegando lá, todos os outros turistas foram embora. Tô achando que era algo pessoal! hahaha… mas o fato é que, novamente, ficamos sozinhos nesse ponto turístico tão disputado! =D

A volta para o carro foi árdua! Mas a mata fechada protegia a gente do Sol, e as travessias de rio aliviavam o cansaço e calor. Isso que dá ser sedentário! hehehe

De noite fomos comer no Restaurante do Abílio. Lugar simples com uma comidinha caseira simplesmente deliciosa. Com a nossa fome depois de um dia tão intenso, devoramos o buffet a um preço, de novo, muito em conta!

No dia seguinte o plano era fazer a caverna mais famosa e disputada do Petar: a Caverna Santana. O controle de número de visitante lá dentro é rigoroso, e se você não chegar cedo, pode ter que esperar horas para poder entrar! Então a dica aqui é chegar cedo, antes de todo mundo, antes do parque abrir! O Parque abre às 8h, e chegamos às 7h40. Fomos o segundo carro a estacionar, e esperamos do lado de fora enquanto o parque não abria. 5 minutos depois já começamos a ver a fila de carros se formando atrás da gente! Por conta disso, conseguimos agendar o primeiro horário de visitação, que era às 9h!

A Caverna Santana é a mais rica em espeleotemas! Diversos salões, corredores, passagens, todos repletos de verdadeiros monumentos construídos pela Natureza. O Udison explicou sobre as estalactites e estalagmites que crescem 1 cm a cada 100 anos. Imaginem quantos milhões de anos levou para a natureza construir tudo isso. É aí que percebemos a nossa insignificância nesse mundo… essa caverna abriga também um salão chamado Taqueupa, fechado para visitações, mas que de tão belo todos os exploradores soltaram um palavrão ao vislumbrarem. Palavrão este que deu o nome ao salão! hehe… Ficamos só na curiosidade de onde ficava e de como era.

Depois fomos para a Caverna Morro Preto, cuja entrada parece mais uma boca de vampiro. Aproveitamos que estávamos sozinhos nela e fizemos o apagão. Todos de lanternas apagadas, ficamos deitados nas pedras ouvindo as histórias que o Udison nos contava. Ficamos sabendo que ele é a terceira geração de guias, filho do Jura (um dos sócios da Parque Aventuras), e neto do famoso JJ, o guia mais antigo do Petar! É uma sensação ótima estar ali tão próximo da natureza, tão envolto por sua energia.

Por fim, visitamos a última Caverna, chamada Couto. É uma das poucas que entramos por uma boca, e saímos por outra, atravessando uma espécie de corredor. Ao final dela, andamos uma pequena trilha para chegar na Cachoeira do Couto, onde nos refrescamos (adivinha… sozinhos!), e depois fomos para as piscinas naturais, que ficam ali do lado. Foi um momento para descansar o corpo depois de tão intensa viagem!

Voltamos nesse mesmo dia para São Paulo devido a compromissos particulares. O nosso grupo ficou mais uma noite, e provaram o famoso Pastel da Zeni à noite. Aprovadíssimo, segundo eles! E no dia seguinte eles foram para a famosa Caverna do Diabo, que eu não tive tempo de ir. Todos disseram que vale o passeio, mas sem dúvida as cavernas que visitamos no Petar são mais intocadas, e confere um ar mais natural. E você, qual a sua opinião?

Fotografia

Talvez o lugar mais difícil para tirar fotos que eu já estive são as cavernas, porque elas carecem do componente principal de uma fotografia: a luz. Então para se tirar boas fotos lá dentro, você tem que querer muito!

Os guias pedem para você levar a menor quantidade de coisas possível, porque principalmente nas cavernas molhadas, é preciso colocar tudo dentro de um saco impermeável que fica com o monitor. E é bastante inconveniente ter que parar, tirar a câmera do saco, montar no tripé, bater uma foto, desmontar tudo e guardar. Acredito que se você tiver um guia exclusivo, isso se torna um pouco mais fácil. Então levar a sua mochila de câmera com várias lentes é meio fora de questão.

Mas por outro lado, um tripé é essencial! Então sim, leve o tripé! Em alguns momentos ele atrapalha bastante e o guia tem que ajudar a carregar, mas não dá para tirar fotos lá dentro sem tripé.

Leve uma boa lanterna, porque ela será a sua única fonte de luz. O que eu fazia era deixar a velocidade do obturador em até 30″ e iluminar a cena com a lanterna. É possível também usar um flash externo, mas será um trambolho a mais para carregar e montar.

No final, você tem que balancear entre boas fotos e aproveitar o passeio. Se o seu objetivo é exclusivamente boas fotos, esqueça tudo isso que eu falei, contrate um guia que saiba dos seus objetivos e leve tudo. Mas se você vai a passeio, principalmente acompanhado, o bom senso entra na jogada, você relativamente abre mão da qualidade das fotos para aproveitar o momento.

Eu acredito que por melhor que fiquem as suas fotos, nada se compara com o que foi vivido e gravado na sua mente e coração.

Bom Petar para vocês!

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